24 abril 2007

Ainda sabemos o que isto é?


"Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade.

Resistir sempre!


21 fevereiro 2007

Sovina eu?

Tem cronista e tem defensor oficioso. O governo tem pelas bandas do 5 de Outubro o defensor oficioso. Dito isto, vamos taxar e moderar a opinião. Um antigo deputado acusa-nos agora, a nós portugueses e contribuintes, de sovinice e de fura-taxas. E isto porque não pagamos a taxa moderadora dos hospitais, que já vai numa conta calada e que não tem nem rei nem roque. Terá Reis. Terá Roque e terá Amiga. O rei é o que nos contesta a nós, contribuintes relapsados e insultados pela sovinice estatal. O roque é o conhecido não pagamos. A amiga são os deputados municipais que se haviam de insurgir contra a saúde que temos e que estão bem caladinhos. As maternidades que nos fecham, as escolas que nos encerram, os centros de saúde cujo funcionamento nos reduzem e os tribunais que se preparam para nos tirar. Dito isto, o Estado centralista e cobrador vai desmantelando o interior, destruindo a nossa paupérrima qualidade de vida, machadando a raia e a encerrar num gueto longínquo aquilo que bem falta nos faz. Contra isto não brama o senhor ex deputado. Contra o assalto constante e frequente às poucas estruturas que nos restam, nada diz.
Mas o senhor ex dirigente político, que por certo nunca teve de levantar o cu da cama para marcar uma consulta, para… daqui a uns meses, está verdadeiramente incomodado com o relaxe no pagamento às taxas moderadoras. Para o senhor ex deputado, somos uns egoístas, uns avarentos e uns nagalhos quaisquer. E que dizer dos especialistas que não temos? E das operações que não nos fazem? Nós os faltosos somos uns pelintras e sovinas, sem princípios, uns trouxas. Pior, a situação é endémica. E nós, chico-espertos, temos de ter dinheiro ou multibanco, para não sermos uns sovinas. E se eu não quiser ter conta bancária, onde meto a minha liberdade individual? E se eu não pagando quiser protestar? Pois claro que não devemos pagar. Não devemos pagar porque o Estado, somos todos nós e portanto se não pagarmos, roubamo-nos a nós próprios. E ainda bem. Assim evitamos que o dinheiro que a Republica nos esmifra por via das taxas, impostos, sucedâneos, contribuições e isto e aqueloutro, vá direitinho para aumentar a qualidade de vida do litoral, bom pagador e bom usufruidor. E cadê a solidariedade e a subsidariedade? Contra isto nada brama o senhor articulista verbal, o quase speaker e porta voz oficioso da administração centraleira que vamos tendo nesta Republica, cada vez mais “elitista, sulista e liberal”. Pois ainda bem que não pagamos, assim enquanto uns são trouxas e outros reis, nós exprimimos a nossa indignação contra a chulice estatal e o atraso e sub-desenvolvimento com que nos brindam e nos ostracizam, quase fazendo ver que morar no interior é um inferno que qualquer dia vira sufoco. Pois não pagamos e nem nos rendemos. Porque não somos trouxas, somos uns insurrectos que não nos satisfazemos com a qualidade de vida, a pouca que vai restando e que nos querem retirar.

15 fevereiro 2007

Sabes o que é a verdade?

“Verdade significa o que é verdadeiro.

A verdade é uma interpretação mental da realidade transmitida pelos sentidos, confirmada por outros seres humanos com cérebros normais e despidos de preconceitos (desejo de crer que algo seja verdade), e confirmada por equações matemáticas e linguísticas formando um modelo capaz de prever acontecimentos futuros diante das mesmas coordenadas.
Esta qualificação implica as de real e de imaginário, de realidade e de ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural como na filosofia.
O primeiro problema para os filósofos é estabelecer que tipo de coisa é verdadeira ou falsa, qual o portador da verdade (em inglês truth-bearer). Depois há o problema de se explicar o que torna verdadeiro ou falso o portador da verdade. Há teorias robustas que tratam a verdade como uma propriedade. E há teorias deflacionárias, para as quais a verdade é apenas uma ferramenta conveniente da nossa linguagem. Desenvolvimentos da lógica formal trazem alguma luz sobre o modo como nos ocupamos da verdade nas linguagens naturais e em linguagens formais.
Há ainda o problema epistemológico do conhecimento da verdade. O modo como sabemos que estamos com dor de dente é diferente do modo como sabemos que o livro está sobre a mesa. A dor de dente é subjectiva, talvez determinada pela introspecção. O fato do livro estar sobre a mesa é objectivo, determinado pela percepção, por observações que podem ser partilhadas com outras pessoas, por raciocínios e cálculos. Há ainda a distinção entre verdades relativas à posição de alguém e verdades absolutas.”
Postas as aspas, resta apenas agradecer à wikipedia. No tocante à deontologia dizer que a privacidade dos cidadãos é para ser respeitada, “excepto quando estiver em causa o interesse publico ou a conduta do individuo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende”. Tudo o resto são migalhas às quais já estamos habituados. E como em tudo, o tempo virá dar-nos razão!

30 janeiro 2007

Ou não ou nada!

Até às dez semanas não existe sentir, actividade cerebral, consciência, o que quer que seja. Digam lá o que disserem, não há. De forma que vamos gastar 10 milhões de euros em referendo porque os senhores deputados são capazes de dizer sim à Constituição Europeia sem ouvir os cidadãos, são capazes de mudar a Constituição sem ouvir os cidadãos e são capazes de legislar em causa própria sem ouvir o cidadão. Para o aborto são incapazes de legislar. Entretanto em Elvas e noutras paragens do interior não existem uns tostões para manter uma maternidade a funcionar. E quero lá saber que nascendo em Espanha, se diga que também é português. É uma infâmia e um insulto aos portugueses, o que esse deputado municipal travestido de ministro faz. E agora voltemos ao aborto. O país está a ficar velho e a cair no desequilíbrio entre população activa e população retirada. Crianças precisam-se. Depois se dermos umas caibradas e ela engravidar (sexo desprotegido portanto, ou seja, sexo suicida) ainda existe a pílula do dia seguinte que nem precisa de receita médica. E nos casos ajustados a lei já prevê as excepções. Então votar sim para que não haja mulheres presas? Ou como dizem os paladinos das liberdades individuais, “abstenção para ir para a prisão?”. Quero lá saber. A lei está bem como está e naquilo que eventualmente não esteja, existem soluções. O que me parece assaz perigoso e pertinente é que num país como o nosso, a envelhecer, se liberalize a favor da mulher e do seu sábio entendimento o aborto até às dez semanas. E que os promotores do sim digam que em caso de vitória do não a lei deve ser mexida na mesma. Então para quê referendar? Dez milhões de euros são 2 milhões de contos e mantém a funcionar muitas maternidades. Haja discernimento.

Já que podaram as árvores podem podar também a arrogância de quem poda?

A malta lá do Rossio não grama mesmo nada a rapaziada aqui do bairro! Saio de casa sempre de madrugada e hoje quando saí nada havia. Pois quando cheguei tínhamos as árvores cheias de papéis verdes com a chancela da câmara a pedir para não estacionarmos que iam podar as árvores. Balle e também é preciso. O que não se entende é que estas coisas não sejam comunicadas de véspera e sobretudo que a rapaziada que poda não seja mais lesta a sinalizar, o próximo renque e que não seja mais rápida a limpar o que está feito. Quem sai prejudicado é sempre o cidadão. Que fica sem estacionamento e quando pergunta se ali já pode estacionar é atendido como o mais reles dos criminosos. Mas não há outra maneira, mais simpática e cortês de efectuarem o serviço? E se eu tivesse deixado o carro à porta de casa e quando voltasse ele estivesse amassado, quem pagava, o Pai Natal? Em Bragança onde esta operação é feita há largos anos as coisas não se processam assim. A zona a intervir é sinalizada de véspera, o cidadão alertado com dias de antecedência e depois, zumba-lhe. Enfim. Processos.

29 janeiro 2007

Cadê a passadeira?

Aqui no bairro inauguraram uma fonte. Luminosa. Daquelas que se desligam quando o frio aperta. Ao que cuido saber foram quase 150 mil euros de fonte. Entretanto rasgaram o betuminoso e esventraram a praça. O alcatrão, irregular foi posto e o ventre cozido. Só que num bairro onde residem mais de duas mil pessoas, esqueceram-se da passadeira. Enquanto noutros pontos da cidade, as ditas são pintadas e repintadas, nós aqui ficamos sem direito ás nossas duas passadeiras. Ora se a obra é pública, o investimento também, custava assegurar que voltavam a pintar a passadeira na rua Nossa Senhora de Fátima e na Avenida Almirante Cerqueira? Ele há fenómenos que ninguém entende e depois admiram-se de nos rankings a cidade vir sempre a meio da tabela. Pudera.

26 janeiro 2007

A blogagem, o Chiken Charles, os bombeiros e agora o canudo!

As pessoas querem um rosto, um nome, uma impressão digital, uma identidade. Não querem saber se temos razão, se deixamos de a ter, nos factos que conhecemos, nos argumentos em que nos sustentamos, no que quer que seja. Uma identidade. É tudo quanto baste. Identidades à parte, corramos às novas tecnologias. Com o advento da internet, vieram os sítios, depois os chats, depois a pornografia e a pedofilia, os blogs e finalmente os vídeos. É o multimédia, estúpido! Dirão alguns. Vejam-se os factos trazidos à baila por essa cidade de montanha e de ares aprazíveis, a Covilhã (permitam-me apenas um breve e deslocado desabafo: e meu caro senhor, essa de brandir em comparação os números dos impostos é uma tontice. Gastar tempo a escrever esses argumentos, uma tolice. É mais antiga, mais importante e é capital de distrito e de província.). Em que irá dar o caso “Chiken Charles”? Ninguém sabe, ninguém pode garantir. Antes disso nós tivemos o caso “Viseuoffline.com”. Em que deu? O que originou? Comentários desproporcionados. Nada mais. Hoje conhecemos o caso “canudo”, mais do mesmo, mas desta vez na cidade dos três P. O que aqui importa e apenas isso é perceber-se a cultura da internet e das suas potencialidades. Entender-se isso e apenas isso. E claro, os ganhos pelas denuncias que vão aparecendo, umas vezes a coberto desse anonimato, tantas vezes gabado, tantas vezes vilipendiado. Outras vezes de cara posta. Alguém saberia por exemplo, que a PJ se interessou pelos bombeiros se não fosse o blog dos bombeiros? Por certo que não. Independentemente se há fogo ou só fumo. O anónimo falou. Mais bombeiros. Alguém saberia por exemplo que as conclusões dos inquéritos aos casos das mortes em Mortágua e Famalicão da Serra ainda não foram tornadas públicas? O assinado falou. Portanto a internet é a liberdade. Por vezes irresponsável, por vezes responsável. Agora as identidades. Foste tu, foi ele. Que interessa isso? O que interessa é que quem acusa tem que provar. Regra básica. E não basta acenar com o Luís ou com o João que ouviram dizer. Provas. É que a verdade não é aquilo que ouvimos dizer ou que gostávamos que ela fosse. A verdade, são factos. Portanto provas. E as provas meus amigos, é que são elas. Porque deriva da cultura da World Wild Web. Não entender isso é não entender nada. Pelo que o anonimato nos blogs se entende. E a tal cultura, perdoando a redundância, o cultiva. O medo das represálias. E como cada um sabe da sua vida e Deus da de todas, as únicas certezas que temos é que no final haverá sempre um coveiro para tapar a cova ou um pirómano para incendiar a pira. Cá por mim estou tranquilo. Com uma certeza. Não admito falsos testemunhos e muito menos falsas acusações. E não tolero, não aceito e não quero represálias. Não quero gajos que não são jornalistas nas minhas conferências de imprensa, como não quero ser perseguido pelos protagonistas das minhas notícias. Estamos entendidos? No final, lá bem no fim_zinho, sou um gajo igual aos outros. Gosto de ter um emprego onde faça o que gosto e claro quero os meus bifes, os meus tintos, os meus cigarros e a minha gaja na cama. Quero ter direito à verdade, aos factos à livre opinião e ao livre pensamento e quero um salário no final do mês. Mas tudo por mérito. Porque tudo, mas mesmo tudo, se sabe. Estamos entendidos? É que vivemos em democracia e eu ainda acredito no Deus, Pátria e Famílias. O Deus que nos ensina que o mundo é dos justos. A Pátria que nos garante a liberdade de fazermos o nosso trabalho e a garantia de termos as nossas convicções. E as Famílias das quais eu não prescindo. Da que me viu nascer e daquelas a que ao longo da vida fui pertencendo e algumas a que pertenço. É que somos da família por direito e por nascimento. E esse direito, meus amigos, é inalienável. Portanto preciso ser ordinário para me fazer entender. Quem não tem cu não se pode meter a paneleiro. Mas quem tem telhados de vidro não pode atirar pedras, porque quem com ferros fere, com ferros morre. E portanto voltando às histórias, minhas, e aos fogos, meus e de outros, têm sempre dois lados. O de quem acusa e o de quem se defende. E quando arde e quando está apagado. Não entender isso é não entender nada. Porque eu também gostava que o mundo fosse um lugar mais feliz.

PS: EFF
PS 1: CNPDI
PS 2: Apenas seis meses
PS 3: IMEI
PS 4: copy and paste

13 janeiro 2007

a í copos?...

Então não pagavamos bem?

03 janeiro 2007

Um tiro na Elsa

Um tipo meu amigo tem uma casa no casco histórico. Por acaso tem garagem, mas foi preciso alguém colocar um entrave ao estacionamento selvagem para que os carros de lá possam sair. Da casa do meu amigo vê-se o mercado do Siza e os telhados da cidade antiga e velha. Velha e degradada muita dela. Vêem-se também muitas antenas de televisão e cabos e fios e arames e cordas. Vê-se um rasgo do horizonte ocupado por uma confusão que só ficaria bem com as redes de cablagens instaladas no sub solo, que além de melhorar a estética, contribuíam para a eficácia da defesa civil, pois como se sabe os direitos de passagem dos cabos subterrâneos revertem para os bombeiros. E se temos rede no sub solo teríamos também o cabo da televisão, que como se sabe nestes dias modernos é um cabo multimédia e multifuncional no domínio das comunicações. Já agora também gostava que acabassem com a circulação dos carros, como em certas ruas de certas cidades aqui ao lado, onde apesar de ainda não se ir de auto-estrada, são progressivas sem tontices, sofisticadas sem serem mundanas. E já agora deixem ficar a torre da burocracia social e instalem um restaurante ou um bar no último andar. Para que não sejam só os solidários do costume a usufruir daquela vista durante o almoço. Pois. Eu quero muita coisa. Mas nada disto é possível. Como não é possível mudar os alinhamentos da produção de conteúdos informativos só porque não gostamos do que por lá se conta. Ou porque não nos são favoráveis. Enfim, quando os outros não se dão conta do óbvio, mais vale nós lembrar-mos do que contribuirmos para a fogueira do olvido. Mesmo que ninguém se pergunte que raio de tradição esta! E sobre esta tradição, upa upa. Deve ser uma tradição tradicional como a flatulência do Sr. Costa. Tradição do momento actual. Como nunca ouve memória, culpe-se a tradição e esqueçam-se as perguntas. E se alguém se aleijasse a sério e pedisse contas, cíveis e criminais sobre manifesta insegurança? E este tipo de tradição manda mais que tudo. As pessoas são formatadas enquanto publico, e quem lhes serve Cintras a rodos de Barreiros lá sabe do que trata de formatar. Agora dizer que o olho, além de cínico é ruim, não é caminho de progresso. São os tempos que temos e a existir ditadura, será sempre de quem sintoniza, procura ou clica. Não entender isso, ou reclamar contra tamanho entendimento é o mesmo que chover no molhado. As massas querem sangue e contra isso nada há a fazer. As massas querem o vídeo caseiro da Elsa, não querem cuidar de saber se ela é boa, bonita, lasciva ou profissional. Queremos o vídeo e babamo-nos por ele. Haja quem nunca teve esta costela voyeurista que dê o primeiro tiro. Perdão, que lance o primeiro foguete. Um 2006 com 15 mil encantos para todos vós.

20 dezembro 2006

Um Santo Natal

Um Bom, Genuíno e Fraterno Natal e um Excelso e Feliz Ano Novo.



PS: Volto em Janeiro, com mais assiduidade e a mesma acutilância.

21 novembro 2006

Menos 5 milhões de euros na região

Há cerca de um mês os trabalhadores da Johnson souberam, de um dia para o outro, que a empresa ia encerrar. São 700 pessoas. Na semana passada a Malhacila comunicou o encerramento e colocou na rua 105 trabalhadores. A um salário médio de 500 euros e em contas que pecam, necessariamente, por defeito, são menos 5 milhões e meio de euros que ficam na região. E já se sabe que vêm aí mais encerramentos. Situações que colocam em causa a aposta no desenvolvimento no eixo da EN 234. Salários baixos mas que permitiram a muitos jovens desenborregar e lançar-se na vida activa. E que temos nós actualmente? Tricas politicas entre PSD e PS que nada resolvem e nada adiantam. Com a Bulgária à porta da EU, com salários mínimos de 85 euros (e acreditem que naquelas paragens é algum dinheiro) que temos nós que possa contrariar esta situação? Zero. Nada. Nada que traga estes postos de trabalho de volta e nada que recupere o investimento perdido. Nada que reduza a burocracia para quem quer investir. Nada que agilize a criação de novos empregadores e nada que traga a estas pessoas um paliativo de esperança. São estes tempos, modernos e socialistas onde o que se diz e o que se pode fazer é dar uma palavrinha aos cavalheiros da segurança social e do instituto de emprego para que estas pessoas recebam da parte do Estado, aquilo a que têm direito. É obra.

16 novembro 2006

Amadeu Araújo, bombeiro do Quadro de Honra dos Bombeiros Voluntários de Viseu desde 26-06-2003

Outro blog, este em http://bombeirosviseu.blogspot.com/ vão sendo desfiados os dias negros de determinada instituição. Como de costume, lá estou eu, de frontal bem aberto. Pena é, que ao contrário do que dizia esta semana Rita Ferro Rodrigues na sua habitual coluna no «Expresso» sobre a temática, o anonimato seja usado, não para denunciar situações menos claras e mais esconsas, mas para denegrir, insultar e vilipendiar. Por mim prefiro a frontalidade e, se preciso for, as bengaladas. Porque posso ter sido tudo e feito tudo. Mas algumas certezas, eu tenho. Ganhei o direito ao Quadro de Honra e isso deve ser engulho que custa a muita gente. E isso, para o bem e para o mal, faz de mim, também, Bombeiro. E antes disso, fui despedido dos bombeiros e ganhei o processo no Tribunal de Trabalho. Aos dois patrões. Ao que se escondia na cooperação técnico operacional e ao que dava a cara e emprestava os números de contribuinte e da segurança social. Contra tudo e contra todos, o acordo foi assinado. Depois e da única vez que queimei documentos de instituições ligadas aos bombeiros, foi feito o respectivo auto de abate e discriminado tintin por tintin o que foi queimado. Por outro lado nunca vendi a alma para deixar de ser bombeiro voluntário e passar a ser profissional de bombeiros. Seja sapador, aéreo, municipal, telecomunicações, motorista e por aí fora. Não estou, jamais estive e jamais estarei à venda. E quanto ao jogo sujo, ao diz que disse, às ameaças veladas de que se falas, levanto-te mais um podre, estou perfeitamente tranquilo. Estou-me bem a cagar para aquilo que se conta, se afirma, se sussurra e se ventila. São 35 anos de total transparência. Até em puto, quando me cagava, borrava-me à vista de todos e à tripa forra. Sem subterfúgios e sem fazer fretes. Porque, voltando ao blog, conheço-vos quase a todos. Sei os basbaques que não percebem nada de informática e encomendam a missão. Conheço as famílias que defendem a família. Conheço os «Canarinhos» que se acobardam no anonimato. Conheço os que não me gramam e enviam o recado. Enfim, como já disse esta semana por e-mail a alguém, mesmo que não os conhecesse, tenho a tecnologia e os contactos para saber quem são os camursas, os pingalume, os mosquetões, os coordenadores, os dos pirulitos, os internacionais, os ferros. Enfim, conheço-os todos. E a ultima certeza que tenho é que tenho profissão ganha por mérito próprio e sobretudo respeito-a. E pratico-a. E sei muito bem distinguir os factos da opinião. E os factos são óbvios. A gestão dos Bombeiros Voluntários de Viseu não tem sido transparente e por isso está a ser investigada. Depois, como a instituição é de Utilidade Publica, usufrui de vantagens fiscais por essa via e recebe dinheiros públicos para a prossecução dos seus fins, interessa a toda, mas toda, a gente. Por fim, nesta casa, como noutras idênticas, lê-se algures que e cito de cor, “a associação existe para prover as necessidades do corpo activo”. Haja discernimento, inteligência e sobretudo compostura de quem a deve ostentar. Portanto, hoje como em 1997, 2000 e 2003, continuo a dar a cara e não viro a cara à luta, nem tão pouco fujo nem escondo o passado. Por isso meus amigos, façam o favor de ser felizes porque de bombeiros, de honradez e sobretudo de discernimento estamos conversados.

PS: Em Leiria um individuo foi a tribunal por causa de um blog. A acção corre os seus trâmites. Na Covilhã outro indivíduo está a contas com a justiça por cauda de um blog. Como vêm, quando é preciso saber quem é quem, tudo se descobre e tudo se sabe.

PS 2: Neste blog os comentários são completamente livres e ficam postados ad eternum.

Quero ser um boy, pleeeease!

Lê-se no «Viseu Senhora da Beira», disponível em http://gamvis.blogspot.com/ e não se acredita. Um director de um organismo público, pago com o dinheiro dos nossos impostos, resolveu encerrar o departamento para comemorar o aniversário. Fica-se estupefacto. Não podia ser ao jantar? Este é o reflexo do plano tecnológico? E o cidadão? Que se cosa? Mas temos mais. Um cidadão que seja funcionário público, para ganhar 10 euros, tem que trabalhar no mínimo 4 horas. Pois não é, que em Viseu, um conservador, de uma das conservatórias da cidade, parece um relógio? Nove da manhã e já ele está numa conservatória, carregada de funcionários que não têm nada para fazer, a não ser aborrecerem-se de tédio, e levanta uns documentos. No final do dia, idêntica demarche. E zumba, paguem lá mais dez euros por dia ao senhor conservador. Entretanto, alegando dificuldades orçamentais, o governo eleito pelo Partido Socialista, o tal de esquerda e de preocupações sociais (os que criaram o rendimento mínimo, lembram-se?), resolveu cortar um direito com 20 anos e que foi instituído por Cavaco Silva. A célebre redução de 50 % no custo da factura telefónica da PT dos cidadãos idosos e cuja reforma é menos do salário mínimo nacional. Vamos ser completos. Fecha-se o SAP, as escolas e tudo o resto, deixa-se o idoso isolado e agora, pumba, cortamos-lhe o telefone. Ilação, se cortássemos o desperdício desteS boys não era melhor? Se reduzíssemos a despesa e aproveitássemos o aumento da receita para melhorar e dar dignidade à vida de quem mais precisa não era melhor? Enfim, cala-te e come. Haja socialismo.

12 novembro 2006

Em Viseu também contribuímos para o défice, PORRA!!!

Diz-me a imprensa nacional, ampliada pela única rádio da cidade que a “bossa de camelo”, aquele insulto à engenharia portuguesa, já contribuiu com 2,8 milhões de euros para os cofres da república. E aquilo fica assim. Não vai ter arranjo, nem compostura, nem solução. Primeiro porque se a tivesse, não seria feita - era o cumulo dos desperdício. Depois porque para ser feita de outra maneira iria chatear alguém e para isso já se chateou que chegue. Pelo menos os 47 mil habitantes que lá passaram e que poderiam nem estar de passagem. Quem usa veiculo nas deslocações urbanas, sabe que por ali e pelo IP 5 que sobrou, se chega mais rápido e mais seguro a qualquer ponto da malha urbana envolvente. Por isso, alegar aleivosias e brindar-nos com parvoíces é o que vamos continuar a ouvir. Porque na minha Pátria, as auto-estradas têm um aborto e na minha região as auto-estradas imitam os camelos. E entretanto esta rapaziada que ali passa, reduziu para velocidade segura e ainda assim, contribui aqui para o deficit. Por isso eu acho que a malta devia protestar e protestar pela mesma linguagem do governo. Não queremos mais cortes financeiros para o distrito, porque já contribuímos com mais de trinta milhões (sim eu sei, esqueci-me de contar o aumento exponencial de tráfego em Agosto) para o deficit. Ou então, exigimos uma portagem, e recuperamos o que o governo nos corta por via do PIDDAC. E aí. Aí é fácil. Processamos o concessionário. Porque como não podemos provar que somos nós que efectivamente pagamos a SCUT, poderíamos provar que pagamos o titulo. E entretanto, a cada dia que passa, mais pataco menos pataco, noventa e cinco mil euros diários de contributo para o deficit. Aquilo até foi bem baptizado. “Bossa do Camelo”, que somos nós todos que não exigimos que nos tratem com o respeito devido e ainda deixa-mos que nos enrolem com a de que vamos analisar e vamos monitorizar. Vão o quê? Vão à fava mas é.

25 outubro 2006

Valha-nos Deus!

Um país moderno, aplica uma força de bombeiros no caudal de um rio, de manga curta, sem mosquetões para dar segurança? Um país moderno assiste a um governador civil falar que as infra-estruturas têm que ser melhoradas? Um país moderno assiste a uma viagem de Coimbra para Viseu feita em quatro horas por causa do mau tempo? Um país moderno, assiste a altos responsáveis pela administração dizerem que “estamos habituados”? Um país moderno assiste a chuvas no interior de um hospital? Um país moderno assiste a uma população enclausurada numa povoação durante sete horas? Não. Não. E não. Mal vêm umas chuvinhas (e de acordo com os cientistas estes fenómenos extremos serão cada vez mais graves), e lá vamos nós à lenga lenga do costume, algerozes limpos, sarjetas e bueiros desimpedidos, bem como caleiros e sucedâneos. Mas o que é um facto é que nem temos equipamento próprio para equipar a nossa (in)defesa civil, quanto mais chamá-la de protecção? Protegem quem, se nem eles próprios se conseguem proteger, agasalhar e ficar enxuto? No Verão temos os fogos florestais, que mobilizam milhões, compram-se aeronaves e equipamentos próprios. No Outono, chove a potes e nada. E entretanto somos capazes de mandar uma companhia de engenheiros para reconstruir um país a mais de 3 mil quilómetros de casa. Isto não é um país, uma pátria, uma nação, um Estado. Isto é uma jorda, uma merda, um caos, governado por um bando de malvados, cujo presidente demora dois dias a deslocar-se a zonas afectadas por umas chuvadas mais fortes e onde não se vê um tipo, dos 54 que nos governam a vir a publico tranquilizar as pessoas. Sossegá-las. Serená-las. Somos incapazes, como aconteceu em Freixo de Espada à Cinta, de tirar uns milhares de euros do esbanjamento constante da paródia de quem nos governa, para ajudar quem de repente tudo perde. A solidariedade social é bonita. No programa do governo. Mais do resto, fundos de calamidade para aqui e de intempérie para acolá e nada. Nem um tostão, de empréstimo que seja, para o povo, voltar a arrancar. Isto não é um país. È uma choldra.

PS: O país que temos é este em que a quarta figura do Estado, diz e cito, que a comunicação social produz “mensagens criptadas de poderes fácticos que têm servido para uma desligitimação larvar e surda dos tribunais”. E pronto, pagamos a este cavalheiro para ser, profissionalmente irresponsável e pumba. Dai-lhe com o verbo.

24 outubro 2006

O meu hospital é melhor que o teu

O PS e o PSD cá da terra trocaram uns galhardetes e umas acusações, porque um diz que o hospital dá menos dinheiro e teve prejuízo e outro que não, que até teve bons resultados. Tudo isto, traduzido num ping pong politico que brada aos céus e na minha opinião, é insultuosa para com a rapaziada do burgo. Primeiro porque muda o governo, muda a administração hospitalar. Depois porque eu, e penso que alguns dos viseenses também, não querem saber disso para nada. São salpicos de manjerona e alecrim que não nos dizem respeito. A verdade é sempre servida à medida de cada um. O que me estranha é que eu julgava que eram os revisores oficiais de contas que davam parecer sobre as contas e afinal não são. Tudo o resto, à malta não interessa. Fariam melhor os senhores Deputados em nos dizerem onde e quando é que podemos ser recebidos para reclamar de coisas verdadeiramente importantes e às quais ninguém nos responde. A saber:

1) Acham que iremos ter comboio neste milénio?
2) A A 25 vai ter portagens, não vai?
3) Quando é que podemos ir para Coimbra de auto-estrada sem ter que ir por Aveiro?
4) O hospital de Lamego é miragem ou vai ser real?

23 outubro 2006

Noites de Budapeste

Lá dizia o Adolfo, e ele para além de brilhante musico, também é brilhante advogado, portanto sabe do que fala.
Lá, nas duas cidades unidas pelas pontes que cruzam o Danúbio a rapaziada inflamou-se. Ao que consta porque um primeiro-ministro mentiu ao país. Por cá a coisa é mais ou menos tal e qual, se bem com uma ou outra diferença. Nem está em causa o IVA, nem tão pouco as SCUT’s. Está em causa o acesso à saúde cada vez mais para os ricos. Está em causa a tributação da banca que apresenta lucros obscenos e paga o mesmo de IRC que pagava em 2005; 2004 e etc. Está em causa a EDP, que lucra um dinheiro quase pornográfico e não basta ouvir as alarvidades de um baboia que é secretário de Estado só porque é amigo do PS, o que é um facto é que vamos pagar mais seis por cento, no pico do Inverno. E agora (todos ficamos lixados quando mexem nos nossos bolsos) o regime dos recibos verdes. Já não basta a precariedade do trabalho a recibo verde. Já não basta o emitir o recibo e ficar dias, semanas, meses à espera do pilim e entretanto ir pagando o IVA e afins. Já não basta pagar mais de vinte por cento para a segurança social e não ter direito a baixa médica e a subsídio de desemprego, estes caramelos ainda querem que a malta passe a pagar trinta por cento. É obra. Uma obra medonha que só nos deixa duas alternativas. Ou gastamos os escassos proventos nuns riscos de cavalo e numas linhas de cocaína, ou então, toca a rock’n rollar e então…O Adolfo Luxúria não se importa e a malta rouba-lhe a musica e muda a letra. São noites de Lisboa. Lembram-se da ponte e desse bloqueio memorável?

PS: Um sururo danado por causa de um museu do estado, dito de novo. Aconteceu, foi verdade, não adianta esconder. Qual é o mal?

PS 2: Todos somos vaidosos e quem disser o contrário, mente. Primeiro o Bazookas que me linkou nesse farol de Viseu que é o Senhora da Beira. Agora o Lamego Hoje que cita aqui o blog. A fama dá-nos orgasmos, mas também responsabilidade. De qualquer modo, Bem Hajam.

17 outubro 2006

Mais prós que contras!

Assustei-me com a televisão nesta madrugada e ainda bem que cheguei tarde. Senão vejamos. Comparar as SCUT com a antecipação de receitas por parte das autarquias é um tremendo disparate. Com efeito, com a SCUT vou daqui a Lamego. Com a antecipação das receitas vou a Lamego de SCUT e chego lá Comvida. O que é um facto é que as autarquias locais usam e abusam dos expedientes, como bem veio lembrar o CDS ontem, que em conferência de imprensa bem alertou para os recibos verdes e para os pagamentos de favores, com emprego, que se praticam na câmara de Sátão. Depois dizer-se que não se apelou ao corte de serviços ao cidadão para se dizer que se disse, apenas e cito, “aos nossos associados para cumprirem as promessas feitas aos cidadão” é de um disparate tremendo. Deixa trovejar que já vamos rezar a Santa Bárbara. E vejamos exemplos práticos de como se gasta mal, nesta cidade. Praça D. João I, requalificada uma série de vezes já neste século. E agora, a troco de instalarem uma fonte luminosa, ou não, que comenta-se á boca pequena, custa quase 150 000 euros, lá está de novo esventrada. Não era mais útil e pragmático, por exemplo comprarem mais um desses autocarros eléctricos que tão eficazes e funcionais são? Outro exemplo, moro numa cidade verde e tenho um parque gradeado. Alguém já viu um polícia municipal na rua depois das 21 horas? Para que queremos uma policia com funcionamento amanuense? Não era mais fácil e salutar, colocar alguns no Parque da Cidade e retirarem as grades? Conhecem a guerra que foi para a termos? A cidade está cheia de exemplos de obras que se fazem, que ninguém usa e ninguém percebe. Quanto custou por estas estátuas todas nas rotundas? Já existe saneamento básico em Cotões? Tanto dinheiro gasto na feira, tanta polémica, para agora termos um parque de estacionamento cheio de grades que nem sequer me deixam usufruir do passeio. E o Multiusos? Tá cheia de vida a feira, não tá? Enfim, uma última nota para a arruaça em estúdio e para a lamentável quantidade de vezes que Viseu veio à liça. Para começar, por duas vezes se falou em pedradas na assembleia municipal e não apenas uma (uma de facto, e outra pelo rescaldo do Sr. Polónio- fazem actas, não fazem?). Quem apregoar o contrário, mente. Depois dar exemplo de que fui mau porque aquele já o foi (lembrando Jorge Coelho), não revela nem ética, nem savoir faire nem tão pouco elevação. Depois o episódio Saddam das Beiras. Para quem não tem a memória curta, o apelido nasceu num sitio web que entretanto foi desalojado e caricaturava, o presidente. E antes disso houve o Cyber Porco, lembram-se da história ( e por certo não foi o jornalista que disse, "quem fez isso não foi um cibernético, foi um cyberporco")? O resto foi o crescente informativo deste país. E com certeza que o Saddam não teria a ver com parecenças físicas nem com massacres ou matar alguém. É o tipo de marteladas que só deixam ficar mal quem as pratica. E nesta luta, pois que se viaje menos e se coloquem umas manilhas de saneamento a mais. E deixem lá cortar uns dinheiritos. Já basta de empresas municipais, de bons carros, de boas viagens, mordomias, eu sei lá, tudo de mau que abunda no poder local. Porque de bom, também há-de existir alguma coisa. Alguma pouca coisa por certo. E quanto ao resto, o Saldanha nem precisa de se candidatar, porque tudo quanto diz bate certo e faz sentido. Agora, fariam bem muitos autarcas, ao invés de o denegrirem e processarem, escutarem o homem. Ainda não vi sair daquela boca nenhuma atordoada. O resto, é medo, muito medo, de se perder as manigâncias a troco da responsabilidade. E vamos ver, nas taxas de IRC / IRS que os executivos municipais podem diminuir ou aumentar, influenciando os investimentos,(na sua justa percentagem) quem o vai fazer. Vem aí outro IMI e filhos. A ver vamos.

16 outubro 2006

Choque tecnológico precisa-se. No parlamento!

Um tipo tem uma crise existencial e quer barafustar. Um tipo, cidadão atento quer que o seu deputado saiba o que se passa cá na terrinha. Um tipo, indignado com os excessivos dinheiros entregues por conta dos impostos quer reclamar. Ou sei lá, tanta coisa que há para observar e atentar, e vai daí e quer escrever ao seu deputado. Não aos 230 que se pelam pela coesão nacional e respectiva representatividade, mas a um daqueles nove que representam e falam em nome do distrito. E vai daí, estrela a bomba e o foguete vai no ar, e zumba, clique para aqui, clique para acolá, vamos escolher um deputado de um partido tecnológico, desses que fazem gala na tecnologia e vamos embora, escrever ao deputado que é um insulto gastarem 150 mil euros numa fonte aqui na praça, etecetra e coisa e tal e…Pasmo. Dos 4 deputados eleitos sob a promessa do choque tecnológico, dois não têm e-mail na página do parlamento. E em nove deputados eleitos, apenas seis mantém aberta esta via de contacto com o cidadão. Ora daqui se infaz que é bem mais fácil olhar para o que eu digo do que olhar para o que eu pratico.